POLÊMICA!

Empresário de Alexandre Pires é solto em meio a acusação de garimpo ilegal

Matheus Possebon foi liberado após pedido de habeas corpus ser aceito pela justiça

Jean Telles
Repórter do EM OFF

O empresário do cantor Alexandre Pires, Matheus Possebon, conseguiu liberdade nessa sexta-feira (8), após passar três dias detido pela Polícia Federal depois de desembarcar de um cruzeiro temático do artista em Santos (SP). Para quem não sabe, o cantor e o empresário são investigados por suposto envolvimento em garimpo ilegal de terras indígenas

A Polícia Federal realizou uma operação, nomeada de “Disco de Ouro”, no último dia 4 de dezembro com buscas em endereços ligados a Alexandre Pires e Matheus Possebon. O agente do músico ficou detido no Centro de Detenção Provisória de Santos até a noite dessa quinta-feira (7). Nessa sexta-feira (8), o empresário foi transferido para o presídio de Tremembé e pouco tempo depois conseguiu o habeas corpus. 

“Raramente me deparo com decisão tão descabida e equivocada. Felizmente o erro foi corrigido a tempo de Matheus retornar a suas atividades normais”, declarou Fábio Tofic Simantob, advogado do empresário, em entrevista ao Uol. Foi o magistrado que solicitou o pedido de soltura de Possebon. 

O cantor Alexandre Pires foi ouvido na sede da Polícia Federal na última terça-feira (5) e liberado logo em seguida. Segundo investigação da Polícia, o cantor veterano teria recebido cerca de R$ 1 milhão de uma mineradora investigada. Já seu agente é acusado de financiar garimpos em terra indígenas Yanomami. 

Ainda de acordo com apuração da Polícia Federal, o empresário seria um dos “responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes”. A investigação se iniciou em janeiro do ano passado após a polícia apreender 30 toneladas de cassiterita – principal minério de estanho, que teria sido extraída de forma ilegal na sede de uma das empresas investigadas. 

Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado de Alexandre Pires, negou em nota qualquer envolvimento do músico com garimpo ilegal, afirmando que no decorrer da investigação será comprovado a inocência do cantor de pagode. 

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