ExclusivoSem acordo, Luísa Sonza e ex-agência seguem em batalha judicial

A cantora e a empresa Chantily devem apresentar suas alegações finais no prazo de 15 dias

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Luísa Sonza e a empresa Chantilly Produções Artísticas LTDA participaram de uma audiência de conciliação na última terça-feira (30), no entanto, as partes não chegaram a nenhum acordo. As duas brigam na Justiça após a cantora rescindir um contrato de prestação de serviços de agenciamento profissional de show com o estabelecimento.

Luísa foi ouvida formalmente durante a audiência, prestando depoimento gravado em vídeo. Abriu-se, então, o prazo de 15 dias para que a cantora e a empresa apresentem as suas alegações finais, sendo o último ato antes da sentença do caso.

Todo o imbróglio começou quando a empresa Chantilly Produções Artísticas LTDA firmou um contrato de prestação de serviços de agenciamento profissional de shows e outras avenças com Luísa Sonza, em julho de 2019. Em troca dos serviços prestados a empresa recebia 20% de todos os rendimentos obtidos pela artista. O contrato foi firmado para um período de três anos, contados da data de sua assinatura.

No entanto, no dia primeiro de outubro de 2020, a Chantily foi surpreendida com um “telegrama” enviado por Luísa Sonza, em que ela pedia a rescisão contratual, alegando que a empresa não havia atingido os resultados necessários e que, com isso, ela estaria isenta de qualquer penalidade.

A cláusula utilizada por Luísa para embasar sua decisão dizia que, haveria a possibilidade de rescisão unilateral do contrato, caso o faturamento bruto arrecadado com a comercialização dos shows fosse igual ou inferior a R$720 mil nos primeiros 12 meses do contrato. No entanto, a empresa Chantily alega que, na ocasião, uma situação atípica assolou o país devido a pandemia do coronavírus e a artista deveria levar os fatos em consideração ao interpretar a tal cláusula.

Além disso, a empresa afirma que durante todo o tempo fez tudo que era possível para cumprir rigorosamente com os termos do contrato de prestação de serviços de agenciamento que foi firmado. Alegou também ter buscado todas as alternativas para que Luísa Sonza continuasse realizando shows, o que incluía shows no formato drive-in, agendados para os dias 19 e 20 de setembro de 2020, em Porto Alegre e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, posteriormente cancelados a pedido da própria cantora.

Ainda no processo, a empresa Chantily disse ter montado uma estrutura envolvendo os melhores nomes do entretenimento musical, o que seriam peças fundamentais para comprovar que existia todo um trabalho feito para divulgar o trabalho de Sonza. A organização também afirma que, antes do contrato com a empresa, Luísa tinha uma atuação muito maior no âmbito virtual, mas não se encaixava bem no território musical.

Outra alegação da Chantilly Produções Artísticas LTDA foi ter sido pega de surpresa com o pedido de rescisão, uma vez que, mesmo com a pandemia, permaneceu arcando com os custos da estrutura montada para atender aos interesses de Luísa Sonza.

Após expor todas as questões, a empresa pediu a aplicação da multa contratual por causa da rescisão sem motivo, que, no momento da ação estava em R$ 405 mil. Outro pedido foi o de que Luísa Sonza arque com o pagamento das comissões devidas pelos shows fechados, que foram cancelados a seu pedido, cuja quantia foi em torno de R$ 66.387,60.

Leia também:

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você está ciente dessa funcionalidade. Consulte nossa Política de Privacidade.